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Olá, meus amores!
Andava eu aqui a pesquisar iguarias de Natal típicas dos outros países quando me deparo com as origens do nosso bolo-rei. Algum de vocês conhece a história? Eu não conhecia, mas é absolutamente deliciosa!
Ora bem, parece que a origem do bolo-rei remonta ao tempo dos romanos, que habitualmente elegiam o rei da festa durante os banquetes festivos. Como é que se escolhia o rei? Adivinharam, com a fava! Sorteava-se entre os presentes e quem tirasse a fava era eleito rei do banquete.
Posteriormente, a Igreja Católica, aproveitou o facto destas festas se realizarem em Dezembro e associou o bolo-rei à Natividade e à Epifania, isto é, os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. Mais tarde esta data ficou conhecida como o Dia de Reis e era simbolizada pela introdução de uma fava num bolo, cuja receita entretanto se perdeu.
A receita atual - pasmem-se - é originária da corte de Luís XIV de França, o famoso Rei Sol. Segundo o que consegui apurar, este bolo era servido nas festas de Ano Novo e no Dia dos Reis. Vários escritores da época escreveram sobre esta delícia que acabou por ser imortalizada numa pintura de Greuze com o nome de Le Gâteau dês Rois.
Como devem saber, as coisas não correram muito bem à monarquia francesa e com a Revolução, em 1789, o bolo-rei passou a ser proibido. Só que os pasteleiros não quiseram perder o negócio e mudaram o nome do bolo para Gâtêau dês Sans-culottes, designação utilizada para denominar os obreiros da revolução.
"Mas como é que a receita chega a terras lusas?" - perguntam vocês. Por cá, esta iguaria ficou popular no século XIX, seguindo uma receita originária do Sul do Loire. A primeira casa a vendê-la foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, por volta de 1870. Depois a moda espalhou-se entre as várias confeitarias do país.
Também por cá culinária e política andaram à mistura, quando a 5 de Outubro de 1910, com a implementação da república, o bolo não podia continuar a ser rei. Bolos, bolos, políticas à parte, os confeiteiros depressa mudaram o nome do bolo para "ex-Bolo-rei", "Bolo de Natal" ou "Bolo de Ano Novo". Os republicanos mais convictos passaram até a chamá-lo "Bolo-Presidente" ou "Bolo-Arriaga" em homenagem a Manuel Arriaga, primeiro presidente da República Portuguesa.
E é assim que, depois desta curiosa lição de história, o bolo-rei chega à nossa mesa. Podem até não gostar de fruta cristalizada, do brinde ou da fava, mas vale a pena contarem a história, não acham? :)
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Sabiam que há três mil anos atrás havia uma cabrinha réptil?! :D * méééé
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Foi recentemente atribuído aos investigadores do Instituto Catalão de Paleontologia, o Prémio Internacional “Paleonturología 10”, concedido pela Fundação Dinópolis.
O trabalho publicado na revista “Proceedings of National Academy of Science”, analisa a estratégia evolutiva de uma espécie de cabra primitiva que viveu nas ilhas Baleares, de nome Myotragus balearicus.
Esta cabrinha sobrevivente diminuiu o ritmo do seu metabolismo até este passar a funcionar como o de um réptil.
Esta evolução produziu-se para que o animal conseguisse poupar recursos energéticos e assim sobreviver num ambiente onde escasseavam alimentos.
Extinta há três mil anos, esta cabrinha apesar de viver numa ilha onde não tinha predadores, não dispunha de muita vegetação para se alimentar. Salvador Moyà-Solà, um dos autores do estudo, juntamente com Meile Kölher, explica como estes dois factores afectaram o seu organismo.
A evolução desenhou um mamífero adaptado para poupar energia e assim sobreviver. Através do processo de selecção natural, o seu cérebro foi ficando mais pequeno, até ter metade do tamanho do das cabras da Península Ibérica. Esta mudança afectou a sua capacidade de visão e audição – que se tornou muito mais reduzida – o que não era um problema, visto não ter predadores.
Além disso, esta cabrinha também não corria, apenas andava. As suas patas eram curtas e tinham fusões nas articulações, o que as impedia de galopar. O seu ritmo metabólico era muito lento e só atingiam a maturidade aos 12 anos. “Era uma espécie de mamífero de sangue frio, um caso único”, dizem os investigadores.
O trabalho publicado na revista “Proceedings of National Academy of Science”, analisa a estratégia evolutiva de uma espécie de cabra primitiva que viveu nas ilhas Baleares, de nome Myotragus balearicus.
Esta cabrinha sobrevivente diminuiu o ritmo do seu metabolismo até este passar a funcionar como o de um réptil.
Esta evolução produziu-se para que o animal conseguisse poupar recursos energéticos e assim sobreviver num ambiente onde escasseavam alimentos.
Extinta há três mil anos, esta cabrinha apesar de viver numa ilha onde não tinha predadores, não dispunha de muita vegetação para se alimentar. Salvador Moyà-Solà, um dos autores do estudo, juntamente com Meile Kölher, explica como estes dois factores afectaram o seu organismo.
A evolução desenhou um mamífero adaptado para poupar energia e assim sobreviver. Através do processo de selecção natural, o seu cérebro foi ficando mais pequeno, até ter metade do tamanho do das cabras da Península Ibérica. Esta mudança afectou a sua capacidade de visão e audição – que se tornou muito mais reduzida – o que não era um problema, visto não ter predadores.
Além disso, esta cabrinha também não corria, apenas andava. As suas patas eram curtas e tinham fusões nas articulações, o que as impedia de galopar. O seu ritmo metabólico era muito lento e só atingiam a maturidade aos 12 anos. “Era uma espécie de mamífero de sangue frio, um caso único”, dizem os investigadores.
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Sugestão de fim-de-semana
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Vou contar-vos a história... do queijo! ;)
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O queijo é um alimento antigo cuja origem é anterior à Pré-História. Tudo indica que a descoberta do queijo terá ocorrido por alturas do Neolítico a par com as primeiras experiências de domesticação dos animais, para lhes ser retirado o leite. Mais tarde, nos grandiosos... banquetes de Gregos e Romanos os queijos eram grandemente apreciados, sobretudo pelas classes mais privilegiadas.
Séculos depois, mais precisamente em 1815, na Suíça, é quando surge a primeira fábrica para a produção industrial de queijo, mas foi nos Estados Unidos da América onde a produção em larga escala teve pela primeira vez real sucesso. O crédito normalmente vai para Jesse Williams, um produtor de lacticínios de Roma, Nova Iorque, que em 1851 começou a produzir queijo em forma de linha de produção usando o leite de fazendas vizinhas. Em poucas décadas existiam centenas dessas associações de produtos lácteos.
Na década de 1860 iniciou-se a produção em massa do coalho e na virada do século cientistas produziam culturas microbióticas puras. Até então, a bactéria da produção do queijo provinha do meio ambiente ou da reutilização de parte de uma quantidade anterior de soro; as culturas puras significaram um meio mais padronizado de produção do queijo.
O queijo industrializado ultrapassou a produção artesanal de queijo no período da Segunda Guerra Mundial e desde então, as fábricas têm sido as maiores fontes da maioria dos queijos na América e Europa.
Mééééé!
O queijo é um alimento antigo cuja origem é anterior à Pré-História. Tudo indica que a descoberta do queijo terá ocorrido por alturas do Neolítico a par com as primeiras experiências de domesticação dos animais, para lhes ser retirado o leite. Mais tarde, nos grandiosos... banquetes de Gregos e Romanos os queijos eram grandemente apreciados, sobretudo pelas classes mais privilegiadas.Séculos depois, mais precisamente em 1815, na Suíça, é quando surge a primeira fábrica para a produção industrial de queijo, mas foi nos Estados Unidos da América onde a produção em larga escala teve pela primeira vez real sucesso. O crédito normalmente vai para Jesse Williams, um produtor de lacticínios de Roma, Nova Iorque, que em 1851 começou a produzir queijo em forma de linha de produção usando o leite de fazendas vizinhas. Em poucas décadas existiam centenas dessas associações de produtos lácteos.
Na década de 1860 iniciou-se a produção em massa do coalho e na virada do século cientistas produziam culturas microbióticas puras. Até então, a bactéria da produção do queijo provinha do meio ambiente ou da reutilização de parte de uma quantidade anterior de soro; as culturas puras significaram um meio mais padronizado de produção do queijo.
O queijo industrializado ultrapassou a produção artesanal de queijo no período da Segunda Guerra Mundial e desde então, as fábricas têm sido as maiores fontes da maioria dos queijos na América e Europa.
Mééééé!
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